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O Propósito de Ser Semelhante a Cristo

O Propósito de Ser Semelhante a Cristo

Aqueles que foram alcançados pela graça Salvadora de Jesus estão em transformação. A Escritura afirma: “Porque os que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Romanos 8.29). Ser semelhante a Cristo é o alvo do crescimento espiritual. Deus não deseja anular nossa personalidade, pelo contrário, Ele nos criou únicos, mas quer moldar nosso caráter para que reflita o caráter de Jesus.

É importante compreender a distinção entre Criador e criatura. Em nenhum momento Deus planejou que o ser humano se tornasse um deus. A antiga mentira de Satanás — “sereis como Deus” (cf. Gênesis 3:5) — reaparece sempre que tentamos controlar tudo: o futuro, as circunstâncias e as pessoas. O chamado bíblico não é para a divindade humana, mas para a piedade: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1.16). Ser piedoso é refletir os valores e o caráter de Deus, mantendo-se humildemente dependente dEle.

Muitos cristãos confundem a promessa de Jesus: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10), com uma vida sem dor, problemas ou limitações. Contudo, a vida abundante não é sinônimo de conforto constante, mas de sentido, propósito e transformação interior.

Jesus nunca prometeu um caminho isento de aflições; antes, declarou: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo” (João 16.33). As dificuldades não são sinais de abandono, mas instrumentos de Deus para formar em nós o caráter de Cristo.

Quando olhamos para a vida a partir da perspectiva eterna, entendemos que a Terra não é o destino final, mas o campo de treinamento da eternidade. O apóstolo Paulo escreve: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Coríntios 4.17).

A vida não gira em torno de nós mesmos, mas dos propósitos de Deus, que está nos preparando para algo muito maior do que podemos imaginar.

Podemos comparar essa jornada a uma oficina de escultura. Deus, o grande Escultor, não se preocupa em deixar o mármore confortável sobre um pedestal. Ele usa o cinzel — as circunstâncias, os desafios e até as dores — para remover o que é excesso e revelar a imagem planejada. O objetivo não é que a pedra se torne o escultor, mas que reflita fielmente a visão do Mestre.

Que hoje possamos descansar nessa verdade: Deus está trabalhando em nós. Cada experiência, agradável ou difícil, faz parte do processo pelo qual Ele reproduz o caráter de Cristo em nossa vida. E aquele que começou a boa obra é fiel para completá-la. “Até que todos cheguemos… à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4.13).

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