Alexandre Pato se Oferece para Custear Traslado do Corpo de Brasileira Morta na Indonésia
A tragédia que vitimou a jovem brasileira Juliana Marins, de 26 anos, na Indonésia, ganhou repercussão nacional e sensibilizou o ex-jogador de futebol Alexandre Pato, conhecido por sua trajetória em clubes como São Paulo, Corinthians e Internacional. Diante da dificuldade enfrentada pela família de Juliana para trazer seu corpo de volta ao Brasil, Pato se ofereceu para arcar com todos os custos do traslado.
Juliana, natural de Niterói (RJ), era dançarina de pole dance e publicitária formada pela UFRJ. Desde fevereiro, estava em um mochilão pela Ásia, passando por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. A tragédia ocorreu enquanto ela fazia uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo localizado na ilha de Lombok, Indonésia. Durante a caminhada, Juliana sofreu uma queda de aproximadamente 300 metros na sexta-feira (20). Seu corpo só foi localizado na terça-feira (24), após uma intensa busca que envolveu drones e equipes de resgate.
A operação de resgate, que durou mais de 14 horas, foi classificada como “intensiva” pelo Parque Nacional do Monte Rinjani. A família relatou momentos angustiantes durante os dias em que Juliana esteve desaparecida. Segundo testemunhos, ela foi vista em diferentes pontos da montanha, chegando a ser localizada por um drone a cerca de 500 metros penhasco abaixo, onde já não apresentava sinais de vida. O corpo foi encontrado a aproximadamente 650 metros do local da queda.
Diante da comoção pública e da mobilização nas redes sociais, Alexandre Pato entrou em contato com os familiares e se colocou à disposição para ajudar financeiramente no retorno do corpo ao Brasil. Isso ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores — o Itamaraty — afirmar que não poderia custear o traslado, devido às limitações legais estabelecidas no § 1º do Artigo 257 do Decreto 9.199/2017.
Segundo o decreto, a assistência consular brasileira abrange o acompanhamento de casos de falecimento, repatriação de cidadãos e apoio em emergências no exterior. No entanto, o parágrafo citado exclui explicitamente o custeio de despesas com sepultamento ou traslado de corpos, salvo em situações emergenciais de caráter humanitário envolvendo atendimento médico.
A atitude solidária de Pato foi recebida com gratidão pela família e gerou uma onda de apoio nas redes sociais. O gesto demonstra que, em momentos de dor profunda, ações de compaixão e empatia podem trazer alívio e dignidade a situações marcadas pela tragédia.
A Rádio Play Tamoios continua acompanhando esse caso e se solidariza com os familiares e amigos de Juliana Marins, desejando consolo e força em meio à dor.
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